Todo mundo que ama um animal já quis muito saber o que ele está sentindo.
Por que ele mudou de comportamento do nada. O que ele sentiu naquele dia difícil. Se ele está com dor, se está feliz, se entende o que você fala. Se ele sabe o quanto você o ama.
A comunicação intuitiva animal existe exatamente para isso. E ao contrário do que a maioria imagina, ela não é uma novidade da internet nem coisa de gente iluminada. É uma prática organizada há mais de cinquenta anos, usada no mundo inteiro como complemento ao trabalho de veterinários, adestradores e outros profissionais do cuidado animal.
Antes de qualquer coisa, preciso tirar uma expectativa da frente. A maioria das pessoas imagina uma super conversa, do jeito que aparece na TV e nos filmes. A realidade é diferente disso, e é mais interessante: eles já se comunicam com a gente o tempo todo. Nós é que não conseguimos compreender tudo.
Também costumamos limitar a conversa a xixi, cocô, comida e carinho. Quase ninguém considera que o animal possa perceber outras coisas e querer falar sobre elas.
Eu já fiz mais de 800 atendimentos em dez países. Neste guia eu explico o que é, de onde veio, como funciona por dentro (inclusive o que eu sinto no meu corpo enquanto acontece), como eu mesmo aprendi partindo do zero, e o que o seu animal pode te contar.
Em resumo
Comunicação intuitiva animal é uma troca não verbal entre a consciência humana e a do animal. Em estado meditativo, o comunicador se conecta com o animal e recebe o que ele quer compartilhar em palavras, imagens, sentimentos e sensações no corpo. Funciona à distância, serve para entender comportamento, saúde e emoções, e não substitui o veterinário.
O que é comunicação intuitiva animal?
Comunicação intuitiva animal é uma troca não verbal entre a consciência humana e a consciência do animal, também chamada de comunicação telepática animal. O comunicador entra em estado meditativo, se conecta com o animal e recebe o que ele quer compartilhar. Essas informações chegam em forma de palavras, imagens, sentimentos e sensações físicas.
A palavra animal vem do latim anima, que significa alma, sopro, princípio vital. Não é um detalhe bonito de etimologia. É a premissa inteira do trabalho: se existe alma ali, existe alguém com quem conversar, e não algo para apenas observar e treinar.
Na prática, o que eu faço num atendimento é isso: entro num estado de silêncio interno, me conecto com a consciência do seu animal e permito que ele compartilhe o que quiser, espontaneamente. Nesse mesmo estado, eu também consigo fazer perguntas e transmitir mensagens suas para ele.
Repare numa coisa importante: quem conduz é o animal. Ele fala o que considera relevante naquele momento. Em todos os atendimentos que já fiz, sem exceção, foi o animal quem fechou o próprio campo energético quando decidiu que a conversa tinha acabado.
Para que serve a comunicação intuitiva animal?
Serve para quem quer compreender profundamente o animal, trazendo à consciência informações sobre ele que antes eram só suposição. Ela ajuda a entender comportamento, saúde e emoção, e o que o animal pensa e sente sobre cada uma dessas situações. O resultado mais comum é o tutor parar de adivinhar e passar a saber.
Na prática, os motivos que mais me trazem tutores são estes:
- Comportamento que ninguém explica. Agressividade, medo, xixi fora do lugar, mudança repentina sem causa aparente.
- Questões de saúde. Entender como o animal está vivendo o tratamento e onde ele sente desconforto, sempre junto do veterinário, nunca no lugar dele.
- Momentos de transição. Mudança de casa, chegada de um bebê ou de outro animal, viagem longa do tutor.
- Finitude e luto. Acompanhar o animal no fim da vida, ou conversar com ele depois que partiu.
- Só querer saber como ele está. Esse motivo é mais comum do que parece, e costuma render as conversas mais bonitas.
Tem ainda um efeito que eu observo em praticamente todos os atendimentos e que não estava na expectativa de ninguém: a comunicação gera uma conexão energética muito forte entre o tutor e o animal. Vem a compreensão, e a compreensão sozinha já gera mudança na convivência, mesmo antes de qualquer outra coisa acontecer.
Quando e onde surgiu a comunicação intuitiva animal?
A prática foi organizada nos Estados Unidos por Penelope Smith, que em 1971 passou a trabalhar profissionalmente com o que ela mesma batizou de comunicação telepática entre espécies. Em 1978 ela publicou Animal Talk, o primeiro livro clássico da área. No Brasil, a prática chegou no início dos anos 2000.
Vale detalhar essa linha do tempo, porque quase ninguém conta isso direito.
No mundo: dos anos 70 até hoje
Penelope Smith descobriu em 1971 que os animais podiam ser aliviados de traumas emocionais pelas mesmas técnicas que ajudavam seres humanos. A partir dali ela transformou aquilo em trabalho, criou o termo que hoje todo mundo usa e passou décadas formando comunicadores no mundo inteiro. Seu trabalho já foi tema de reportagens no Wall Street Journal e no New York Times.
Ou seja: isso não é modinha recente. É um trabalho com mais de meio século de história, formação e literatura própria.
No Brasil: chegou em 2001, firmou em 2004
Aqui a história tem nome e data. A médica veterinária Sheila Waligora, formada pela USP em 1984, conta que o ponto de partida do trabalho dela foi no ano 2000, quando encontrou um livro de Penelope Smith. Em abril de 2001 ela fez o primeiro curso com a própria Penelope.
O marco seguinte foi 2004, quando Penelope Smith veio ao Brasil para o lançamento do livro dela em português. Foi a partir dessa visita que os cursos de comunicação entre espécies começaram oficialmente por aqui. Em 2006 saiu Eu falo, Tu falas... Eles falam, um dos primeiros livros brasileiros sobre o tema. (Fonte: Jornal A Voz da Serra)
Então a conta é simples. A comunicação intuitiva animal existe de forma organizada há mais de cinquenta anos no mundo, e há mais de vinte anos no Brasil.
Como funciona uma comunicação intuitiva animal por dentro?
Por dentro, funciona assim: eu aquieto a mente até o meu próprio pensamento parar de fazer barulho, me conecto com a consciência do animal e fico disponível para receber. O que chega não vem só como frase pronta. Vem como imagem, como emoção e, muitas vezes, como sensação física no meu próprio corpo.
Essa última parte é a que quase nunca é explicada, então quero ser bem concreto.
As informações chegam por quatro canais
- Palavras. Frases que se formam com uma clareza que não é a do meu pensamento. Elas têm outro ritmo, outro vocabulário.
- Imagens. O animal mostra cenas. Uma gata que atendi começou a comunicação inteira mostrando uma imagem dela filhote, mamando, disputando espaço com os irmãos.
- Sentimentos. A emoção do animal chega inteira, e eu sinto como se fosse minha naquele instante.
- Sensações no corpo. Peso na cabeça, aperto no peito, desconforto numa região específica. O animal usa o meu corpo para me mostrar o que sente no dele.
Eu sinto no meu corpo o que o animal sente
Essa é a parte que mais surpreende quem me pergunta como é por dentro.
Eu sinto no meu corpo o que o animal sente. Pode ser uma sensação emocional, como ansiedade, ou pode ser uma sensação física, num ponto específico do corpo dele.
E tem um detalhe importante nisso: o animal me mostra em um tom maior do que ele está sentindo. Ele amplifica. Não é para me assustar, é para eu conseguir entender exatamente o que é aquilo e poder tratar.
Essas sensações quase nunca vêm sozinhas. Elas vêm junto com imagens, e são as imagens que me dão o contexto geral do que está acontecendo, ou do que precisa ser tratado. A sensação diz o quê, a imagem diz por quê.
É essa combinação que permite o trabalho energético acontecer na mesma sessão, em vez de eu só relatar para você o que ele disse.
Um exemplo real de como isso é sentido
No atendimento dessa gata, que aqui vou chamar de Cacau, eu perguntei de quais sentimentos ela estava falando. Ela não mostrou nenhuma imagem naquele primeiro momento. Ela mandou o sentimento direto, para eu sentir no meu corpo e entender.
O que eu registrei no relatório na hora foi isso: senti um vazio muito grande, que me dava vontade de chorar, junto com uma sensação de abandono muito forte. Só depois que eu senti aquilo é que ela mostrou a imagem de uma gata sozinha e desesperada, que eu entendi ser ela numa vida anterior.
Ela então disse, com todas as letras: "eu preciso aprender a ficar bem por mim mesma".
Perceba a sequência. Primeiro o sentimento cru, sem explicação. Depois a imagem que dava contexto. Só então a frase. É assim que costuma funcionar, e é por isso que o comunicador precisa estar quieto o suficiente para não atropelar o processo com a própria interpretação.
O que os animais contam quando são ouvidos?
Eles contam o que sentem, por que fazem o que fazem, o que percebem da casa e dos humanos que moram nela, e o que carregam de trás. Na minha experiência em mais de 800 atendimentos, os animais raramente reclamam. Eles pedem compreensão e expressam amor, quase sempre nessa ordem.
Eles explicam o próprio comportamento
Aquela mesma gata, a Cacau, batia nas gatas menores da casa. A tutora queria entender por quê. Quando perguntei, a resposta veio direta: era o instinto de se proteger e lutar por espaço, exatamente como ela precisava fazer quando era filhote disputando comida com os irmãos.
Depois que trabalhamos isso, ela disse: "eu vou melhorar. Agora eu sei do meu lugar".
Não foi correção de comportamento. Foi informação. Ela não sabia que aquilo já não era mais necessário. Esse é um padrão que eu vejo o tempo todo, e escrevi sobre ele em detalhe no artigo sobre como animais se comunicam com tutores.
Eles falam sobre medo, culpa e trauma
Atendi um cachorro que aqui vou chamar de Téo, depois de um acidente dentro de casa que assustou a família inteira. A tutora carregava uma culpa enorme por não ter previsto o perigo.
O que ele trouxe primeiro não foi frase, foi sensação: peso na cabeça, confusão, uma tristeza muito grande. Depois veio a explicação: "eu não consegui sair, quando nós sentimos medo os instintos entram e é difícil pensar. Eu só tive medo e eu não queria preocupar".
Quando transmiti o pedido de perdão da tutora, ele respondeu uma frase que eu não esqueci: "não há o que perdoar, nós podemos nos reencontrar e é o mais importante para mim".
E completou: "eu não quero que haja culpa, nem a minha e nem a sua".
Eles falam sobre a própria sabedoria
Nem toda comunicação é sobre problema. Atendi um gato que aqui vou chamar de Otto, cuja tutora só queria saber como ele estava. Ele passou a sessão inteira ensinando.
Disse que percebia o caminho de todos na casa, de pessoas e de animais, e escolhia viver em paz por saber que cada um está aprendendo o seu. Contou que já tinha brigado, chorado e morrido, e que aprendeu que "é pesado demais para qualquer um levar o que não seja amor".
Quando perguntei se queria algum tratamento energético, ele não pediu nada. Pediu só que a tutora lembrasse do carinho junto com ele, porque "quando fazemos isso juntos todos sentem".
Os animais também falam sobre saúde e sobre o que absorvem do ambiente emocional da casa, tema que desenvolvi no artigo sobre quando o animal absorve a energia do tutor.
O animal precisa autorizar a comunicação?
Precisa, e essa é a parte que mais separa um trabalho sério de um improviso. O animal não é obrigado a falar, não é obrigado a responder tudo e não é obrigado a aceitar tratamento. Ele autoriza, ou não autoriza. E quando ele decide que a conversa acabou, ela acaba.
Isso não é um discurso bonito. É algo que eu registro em todo relatório que escrevo.
Como a permissão aparece na prática
No atendimento da Cacau, antes de qualquer trabalho energético, eu agradeci pelo que ela tinha trazido e perguntei se eu podia iniciar um tratamento para ajudá-la com aquelas questões. Ela concordou, e o jeito como concordou foi um olhar de aceitação. Só depois disso eu comecei.
Se ela tivesse recusado, eu não faria. Simples assim.
O animal decide quando termina
Em todos os atendimentos que fiz, quem encerrou a comunicação foi o animal, fechando espontaneamente o próprio campo energético. O Téo fez isso depois de agradecer. O Otto fez isso deixando uma sensação de muito conforto e paz. A Cacau fez isso dizendo que precisava do tempo dela para se acostumar.
Eu não desligo a conversa. Eu acompanho até onde ele quer ir.
Eu não prometo resposta
Essa é uma regra que eu deixo clara antes de começar: uma pergunta pode ser respondida ou não. Isso não está no meu controle nem no do tutor. A consulta é sempre sobre o que o animal considera relevante naquele momento, e às vezes ele simplesmente não acha importante falar sobre aquilo que você mais quer saber.
Quem promete resposta para tudo está prometendo algo que não depende dele.
Quer conversar com o seu animal?
Descubra o que ele pensa e sente sobre a vida de vocês
Atendimento à distância, em qualquer país, com cura energética durante a sessão. Você manda 10 perguntas e recebe tudo em áudio pelo WhatsApp.
A comunicação intuitiva animal funciona à distância?
Funciona, porque a conexão acontece de consciência para consciência, e consciência não tem fronteira geográfica. Todos os meus atendimentos são feitos à distância. Já conversei com animais no Brasil, em Portugal, na Argentina, na Espanha, na Itália, nos Estados Unidos, na França, na China, na Inglaterra e na Austrália.
Para isso eu preciso de três coisas apenas: o nome do animal, a idade e uma foto de qualquer época, desde que dê para ver os olhos dele.
A foto não é um retrato mágico. Ela funciona como um ponto de referência, um endereço. Os olhos importam porque é por ali que a conexão se estabelece com mais facilidade.
Pelo mesmo motivo, a comunicação também funciona com animais que já partiram. Se a conexão é entre consciências, e não entre corpos, a ausência do corpo não é um impedimento. É um trabalho diferente, com cuidados próprios, e eu explico como ele acontece no artigo sobre a mensagem espiritual do animal depois da morte.
Qualquer pessoa pode se comunicar com animais?
Pode. Essa é uma habilidade humana, não um dom raro de poucos escolhidos. Toda criança pequena faz isso com naturalidade, até aprender com os adultos que aquilo era imaginação e parar. O animal nunca perde a capacidade, porque ninguém nunca convenceu ele de que ela não existe.
O obstáculo real não é falta de talento. É a mente cheia.
Uma comunicação exige silêncio interno, porque o que chega do animal é sutil e a nossa cabeça é barulhenta. Quem passa o dia com a mente acelerada vai ter dificuldade não por incapacidade, mas por excesso de ruído. Aquietar é a primeira técnica, e é a mais difícil de todas.
O segundo obstáculo é o apego emocional. Quanto mais você deseja uma resposta específica do seu próprio animal, mais difícil fica separar o que ele disse do que você queria ouvir. É por isso que muita gente aprende praticando com animais de outras pessoas antes de tentar com o próprio.
Como eu me tornei comunicador animal?
Eu não nasci sabendo. Comecei em 2018, quando meu gato Pirata sumiu e eu procurei uma comunicadora atrás de alguma resposta. Em 2022 eu fiz o meu primeiro curso, e fiz por um motivo bem prático: eu precisava conseguir falar com a minha cachorra Nutella à distância. Treinei todo dia depois disso.
Eu faço questão de contar essa parte porque ela contraria o que costumam vender por aí.
Não tenho história de criança que falava com os bichos
Sempre tive muitos animais desde a infância, sempre com muito carinho. Mas eu não tenho uma grande história especial para contar, do tipo criança que nasceu conversando com os bichos. Eu fui só uma pessoa que, em um ponto da vida, decidiu treinar, decidiu estudar e decidiu se abrir para isso.
O Pirata, em 2018
Meu gato Pirata sumiu. Eu procurei ele por todos os lugares, botei cartaz, fiz uma busca muito longa e não encontrei. Foi procurando solução que eu esbarrei na comunicação intuitiva animal pela primeira vez, e acabei contratando uma comunicadora.
O Pirata não voltou. Mas ele passou uma mensagem que mudou a minha cabeça sobre tudo.
Ele contou que tinha me acompanhado por oito anos, inclusive durante um período da minha vida em que eu estava bem depressivo, e que agora eu já estava estabelecido. Ele tinha decidido, por vontade própria, seguir outro caminho, porque o nosso ciclo tinha se encerrado com muito amor.
Ou seja: não era um animal sumido. Era um animal que tem uma vida, que tem autonomia, e que tomou uma decisão.
Não foi fácil processar isso de primeira, porque eu amava muito ele. Eu tratava o Pirata como irmão, conversava com ele como irmão. Em tempos difíceis eu chegava e perguntava: cara, o que a gente vai fazer da vida? Ele foi uma lição do começo ao fim, e a ida embora dele foi a maior delas.
A Nutella, em 2022
Em 2022 eu decidi mudar de cidade e não podia levar a Nutella comigo de imediato. Antes de decidir qualquer coisa, contratei uma comunicação para saber se ela queria ir junto. Ela disse que sim, que queria estar comigo em São Paulo.
O problema é que ela teria que ficar três meses na casa dos meus pais até eu me organizar. E foi exatamente por causa desses três meses que eu fiz o curso: eu queria conseguir falar com ela à distância nesse período.
Foi assim que começou. Estudei, acabei fazendo três cursos, treinava comunicação todos os dias, praticava com animais por foto. No começo eu não tinha grandes conversas com a Nutella, mas conseguia senti-la. Sentia quando ela estava bem e quando estava um pouco triste. Aquilo foi se aprofundando.
Comecei atendendo amigos de graça. Depois chegaram pessoas de fora. Hoje são mais de 800 atendimentos de comunicação, sem contar os de Reiki e cura vibracional.
Eu era a pessoa menos provável para isso
Essa é a parte que eu mais gosto de contar para quem acha que não consegue.
Eu sempre fui uma pessoa muito tímida e muito fechada. Não me permitia sentir muita coisa, não me permitia receber nada muito externo, era realmente muito fechado dentro da minha própria cabeça. Tinha outra profissão, um emprego comum, registrado.
Quando comecei a me comunicar, eu tive que lidar com o oposto exato do que eu era. Precisei aquietar a mente e começar a receber. Foi uma redescoberta de mim mesmo, do que eu sinto e de quanto eu consigo receber quando fico quieto diante de alguém.
Se eu consegui partindo daí, a conversa sobre dom especial perde bastante o sentido.
Como saber se é intuição ou se é a minha imaginação?
A diferença mais confiável é a origem. A intuição chega pronta e de fora, sem que você tenha construído. A imaginação você percebe montando, pedaço por pedaço. Intuição costuma vir junto com uma sensação corporal que você não pediu, e frequentemente traz algo que você não esperava nem queria.
Alguns sinais práticos que eu uso:
- Veio antes do raciocínio. A informação apareceu inteira, antes de você pensar sobre o assunto.
- Não é o que você queria ouvir. A imaginação tende a confirmar o desejo. A intuição contraria sem cerimônia.
- Veio com sensação no corpo. Um aperto, um peso, um alívio que você não produziu de propósito.
- Tem vocabulário estranho. A frase não soa como você fala. O ritmo é outro.
- Insiste com calma. A intuição repete tranquila. A ansiedade grita e some.
E vale a honestidade: no começo, todo mundo erra. Duvidar da primeira impressão é o erro mais comum de quem está aprendendo, porque a primeira impressão costuma ser justamente a certa. Ela é frágil e precisa ser tratada como algo a cultivar, não como algo a interrogar.
A comunicação intuitiva animal substitui o veterinário?
Não substitui, em nenhuma hipótese. A comunicação é complementar e nunca dispensa o atendimento veterinário ou qualquer cuidado de saúde especializado para o animal. Isso não é uma formalidade que eu escrevo por obrigação, é um limite sério do trabalho.
O que a comunicação faz é diferente. Ela traz a percepção do animal sobre o que ele está vivendo: onde ele sente desconforto, o que ele entende do tratamento, como ele está lidando emocionalmente com aquilo. Essa informação ajuda o tutor e ajuda o próprio veterinário a enxergar o quadro completo.
Diagnóstico é do veterinário. Sempre foi e continua sendo.
O que muda depois de uma comunicação?
O que mais muda é a compreensão, e a compreensão gera mudança concreta. Quando o tutor entende o que está acontecendo, ele para de brigar com o comportamento e passa a cuidar da causa. E quando o animal recebe uma informação que ele não tinha, ele também muda, às vezes em poucos dias.
Tem um caso meu que explica isso melhor do que qualquer teoria.
A cachorra que voltou a sair de casa mesmo sem enxergar
Uma tutora me procurou porque a cachorra dela estava muito triste. Ela estava perdendo a visão gradualmente, mas era uma condição reversível: precisava tomar um medicamento por um tempo para depois poder operar.
Durante esse período sem enxergar, a cachorra ficou desanimada. Não queria sair de casa nem comer.
Na comunicação, ela me mostrou o motivo da tristeza: com a perda da visão, ela sentia que estava perdendo a vida que conhecia. Ninguém tinha explicado nada a ela. Do ponto de vista dela, aquilo era o fim, e era para sempre.
Então eu avisei. Contei a ela que a cirurgia era possível e que a perda de visão era temporária.
Ela ficou profundamente emocionada e muito feliz. Pouco tempo depois, voltou a sair de casa, ainda sem enxergar, porque agora ela sabia que sua condição era reversível.
Não mudou nada no corpo dela naquele dia. Mudou a informação que ela tinha. E isso foi suficiente para ela voltar a viver.
Comunicação Intuitiva Animal
Seu animal tem algo a te dizer. Vamos descobrir juntos?
Mais de 800 atendimentos em 10 países. Sessões à distância para tutores e seus animais, entregues em áudio pelo WhatsApp.
Como é um atendimento de comunicação intuitiva animal?
No meu atendimento, a sessão é conduzida com dez perguntas suas ao animal, feita à distância em estado meditativo, e o resultado chega em áudio pelo WhatsApp. Além da conversa, eu faço cura energética durante a própria sessão, que é o que diferencia o meu trabalho da maioria dos comunicadores.
O passo a passo é este:
- Você me envia o material. Nome do animal, idade e uma foto de qualquer época onde dê para ver os olhos.
- Você me manda suas dez perguntas. Pode ser sobre comportamento, saúde, passado, o que ele sente por você, o que quiser saber.
- Eu me conecto à distância, em estado meditativo, e deixo o animal falar primeiro o que ele considera importante.
- Faço o trabalho energético conforme o que aparece: limpeza de memórias, harmonização de chakras e campo, cuidado com o que ele carrega.
- Você recebe tudo em áudio pelo WhatsApp, com o relato completo da conversa e do que foi tratado.
Se o animal já partiu, eu espero sete dias após a partida para fazer a comunicação, porque nesse período ele ainda está em outro estágio de consciência.
A parte da cura energética é o que mais surpreende quem nunca fez. Não é só entender o que o animal pensa, é atuar no que aparece durante a conversa. No atendimento do Téo, por exemplo, depois que ele mostrou o medo, eu trabalhei aquelas memórias e sensações com ele ali mesmo. No da Cacau, tratamos a carência que vinha desde a primeira infância dela.
Você pode conhecer o atendimento completo aqui, com valor e detalhes.
Quanto custa uma comunicação intuitiva animal?
O meu atendimento de comunicação intuitiva animal custa R$242,00. É uma sessão individual, feita à distância, com as suas dez perguntas ao animal, a cura energética feita durante a própria sessão e o resultado em áudio pelo WhatsApp. No Brasil, o valor de uma comunicação varia bastante, de R$80 a mais de R$600, conforme o que está incluído.
A diferença de preço quase sempre está aí: se a sessão é só a conversa, ou se ela vem com tratamento energético junto. No meu caso, o valor inclui as duas coisas, porque eu não separo. O que aparece na conversa é tratado ali mesmo.
Os detalhes e a forma de agendar estão na página do atendimento.
Como funciona o agendamento e quanto tempo leva?
O atendimento é feito mediante agenda, e normalmente a agenda fica em torno de uma semana. Para casos urgentes, como um animal em processo de partida, existe a possibilidade de encaixe. Você não precisa estar presente, avisar o animal nem parar o que está fazendo na hora: a comunicação é feita com a consciência dele, e o áudio chega depois.
Cada sessão é individual, para um animal só. Se você tem mais de um, cada um tem a sua própria sessão, porque cada um tem a sua própria conversa e o seu próprio trabalho energético.
Uma sessão é suficiente ou preciso repetir?
Na maioria dos casos, uma sessão é suficiente. O que foi trabalhado eu considero já trabalhado. Como em toda terapia, o animal precisa de um tempo para absorver o que foi feito, então o efeito continua se acomodando depois do atendimento. Se surgir uma situação nova, ou se for preciso aprofundar alguma coisa, é possível fazer outra sessão.
Situações novas são, por exemplo, uma mudança de casa, um adoecimento ou a chegada de outro animal. Aí faz sentido voltar, porque a conversa é outra.
A comunicação intuitiva funciona com qualquer animal?
Funciona com qualquer espécie, porque a conexão é com a consciência do animal, e toda consciência se comunica. Nos meus atendimentos, cães e gatos são a maioria, e cavalos vêm em terceiro lugar. Já conversei também com tartaruga, coelho e pássaros. O processo é o mesmo para todos: nome, idade e uma foto onde dê para ver os olhos.
O que muda de uma espécie para outra é o jeito de se expressar, não a capacidade. Um cavalo traz coisas diferentes de um gato, mas os dois têm o que dizer sobre a própria vida e sobre a relação com quem cuida deles.
Quando é o melhor momento para fazer uma comunicação?
O melhor momento é quando você sente que é importante. Quando não está entendendo alguma coisa no seu animal. Quando está buscando ajuda veterinária e quer mais um acompanhamento junto. Quando sente que ele está querendo expressar algo e você não está conseguindo captar. Não precisa de um motivo grande, precisa desse sentir.
A eutanásia é um exemplo de momento assim, e um dos mais delicados.
Antes de decidir uma eutanásia
Esse é um dos trabalhos mais importantes que eu faço, e é diferente de falar com quem já partiu. Na eutanásia, você está decidindo uma coisa pelo animal, e isso pesa. Poder perguntar a ele o que ele quer tira uma carga de culpa enorme. Já atendi animais que disseram, antes da decisão, que a vida deles tinha sido completa e que não havia culpa nenhuma. Quando o animal dá esse aval, a dor continua, mas o peso muda.
Eu não decido por você e não prometo o que ele vai dizer. O que eu faço é abrir espaço para ele participar da decisão. Falo mais sobre culpa e partida no artigo sobre a mensagem espiritual do animal depois da morte.
O que perguntar ao meu animal?
As dez perguntas são suas, e podem ser sobre o que você quiser. As que mais rendem são as abertas: por que ele faz determinada coisa, como ele se sente com alguma situação da casa, o que ele precisa de você, se tem algo que ele quer te dizer. Perguntas de sim ou não rendem menos, porque fecham a conversa em vez de abrir.
Antes das suas perguntas, eu sempre deixo o animal falar primeiro o que ele considera importante. Muitas vezes, o que ele traz por conta própria é o que mais importa.
Qual a diferença entre comunicação intuitiva, Reiki e adestramento?
A comunicação intuitiva é uma conversa: eu acesso a consciência do animal e recebo o que ele pensa e sente. O Reiki é um tratamento energético, sem diálogo. O adestramento trabalha o comportamento pelo treino, sem perguntar ao animal o motivo. Um não substitui o outro. No meu atendimento, a comunicação e a cura energética acontecem na mesma sessão.
Na prática, a comunicação costuma vir antes. Primeiro você entende o que está por trás do comportamento, depois decide o que fazer com isso, seja um trabalho energético, um adestrador ou o veterinário.
Atende em Portugal e fora do Brasil?
Sim. Tenho muitos clientes em Portugal, e o atendimento é exatamente o mesmo: nome, idade, foto, as dez perguntas pelo WhatsApp e o áudio de volta. A diferença de fuso horário não atrapalha, porque você não precisa estar presente na hora da comunicação. O pagamento de fora do Brasil pode ser feito por PayPal, e de resto nada muda.
Quais são os mitos mais comuns sobre comunicação intuitiva animal?
"É um dom de poucos." Não é. É uma habilidade humana que a maioria de nós desaprendeu, e eu mesmo sou prova disso, porque não nasci sabendo.
"Só funciona com cão e gato." Funciona com qualquer espécie. Cavalos, tartarugas, coelhos e pássaros já passaram pelos meus atendimentos.
"O comunicador adivinha." Eu não adivinho, eu recebo. O animal decide o que compartilhar e quando a conversa termina, e eu não prometo resposta.
"O animal muda na hora." A compreensão muda a convivência de imediato, mas o animal precisa de um tempo para absorver o que foi trabalhado. Isso é normal em qualquer terapia.
Como escolher um comunicador animal?
Muito é sentir. Leia o conteúdo da pessoa, veja o Instagram, leia os relatos de quem já fez, e perceba se você sente confiança. Não existe fórmula além disso. Se ajudar, os meus princípios estão neste artigo: o animal autoriza e conduz a conversa, eu não prometo resposta e não substituo o veterinário.
Perguntas frequentes
O que é comunicação intuitiva animal?
É uma troca não verbal entre a consciência humana e a do animal, também chamada de comunicação telepática animal. O comunicador entra em estado meditativo, se conecta com a consciência do animal e recebe o que ele quer compartilhar em forma de palavras, imagens, sentimentos e sensações no corpo.
Quando surgiu a comunicação intuitiva animal?
A prática foi organizada nos Estados Unidos por Penelope Smith, que em 1971 começou a trabalhar profissionalmente com comunicação telepática entre espécies e publicou o livro Animal Talk em 1978. No Brasil, ela chegou pelas mãos da veterinária Sheila Waligora, que fez o primeiro curso com Penelope em abril de 2001.
A comunicação intuitiva animal funciona à distância?
Funciona, porque a conexão acontece de consciência para consciência, e a consciência não tem fronteira geográfica. Todos os meus atendimentos são feitos à distância, com animais em dez países diferentes. Para isso eu preciso apenas do nome, da idade e de uma foto onde dê para ver os olhos do animal.
O comunicador sente o que o animal sente?
Sim. Eu sinto no meu corpo o que o animal sente, tanto sensações emocionais como ansiedade quanto sensações físicas em pontos específicos. O animal mostra isso em um tom maior do que ele sente, amplificado, para que eu consiga entender exatamente o que é aquilo e poder tratar durante a sessão.
Qualquer pessoa pode aprender a se comunicar com animais?
Sim. Essa é uma habilidade que todo mundo tem, não um dom de poucos. A criança pequena faz isso naturalmente e vai perdendo conforme aprende que aquilo é imaginação. O maior obstáculo não é falta de capacidade, é a mente ocupada demais para perceber o que chega em silêncio.
A comunicação intuitiva animal substitui o veterinário?
Não substitui em nenhuma hipótese. A comunicação é complementar e nunca dispensa o atendimento veterinário ou qualquer cuidado de saúde especializado. O que ela faz é trazer a percepção do animal sobre o que está vivendo, o que ajuda o tutor e o veterinário a entenderem melhor o quadro.
O que eu preciso para agendar uma comunicação com meu animal?
Você precisa do nome do animal, da idade e de uma foto de qualquer época, desde que dê para ver os olhos dele. A sessão é conduzida com dez perguntas suas e o resultado chega em áudio pelo WhatsApp. Se o animal já partiu, espero sete dias após a partida para fazer a comunicação.
Quanto custa a comunicação intuitiva animal?
O meu atendimento custa R$242,00. É uma sessão individual, à distância, com dez perguntas suas ao animal, cura energética durante a sessão e o resultado em áudio pelo WhatsApp. No Brasil, o valor de uma comunicação varia de R$80 a mais de R$600, conforme o que está incluído.
Quanto tempo leva para receber o resultado?
O atendimento é feito mediante agenda, que normalmente fica em torno de uma semana. Para casos urgentes, como um animal em processo de partida, existe a possibilidade de encaixe. Cada sessão é individual, para um animal só.
Preciso estar com o animal na hora da comunicação?
Não. A comunicação é feita com a consciência do animal, em estado meditativo, à distância. Você não precisa estar presente, avisar o animal nem parar o que está fazendo. O resultado chega depois, em áudio pelo WhatsApp.
Uma sessão é suficiente?
Na maioria dos casos, sim. O que foi trabalhado eu considero já trabalhado, e o animal precisa de um tempo para absorver. Se surgir uma situação nova ou for preciso aprofundar alguma coisa, é possível fazer outra sessão.
Funciona com cavalos e outros animais além de cães e gatos?
Sim, com qualquer espécie. Cães e gatos são a maioria dos meus atendimentos, cavalos vêm em terceiro lugar, e já conversei com tartaruga, coelho e pássaros. O processo é o mesmo: nome, idade e uma foto onde dê para ver os olhos do animal.
Você atende em Portugal e em outros países?
Sim. Tenho muitos clientes em Portugal e já atendi animais em dez países. O processo é o mesmo, pelo WhatsApp, e o fuso horário não atrapalha porque você não precisa estar presente na comunicação. O pagamento de fora do Brasil pode ser feito por PayPal.
Dá para fazer a comunicação antes de decidir uma eutanásia?
Sim, e é um dos trabalhos mais importantes que eu faço. Perguntar ao animal o que ele quer tira uma carga enorme de culpa de quem precisa decidir. Eu não decido por você e não prometo o que ele vai dizer, mas abro espaço para ele participar da decisão.
Luan Lovato
Comunicador Intuitivo Animal e Terapeuta Holístico
Sou comunicador intuitivo animal e terapeuta holístico. Já realizei mais de 800 atendimentos em 10 países (Brasil, Argentina, Portugal, Espanha, Estados Unidos, França, China, Inglaterra, Itália e Austrália), com cães, gatos e outras espécies.
Meu trabalho combina comunicação intuitiva com cura energética: além de acessar o que o animal pensa e sente, atuo nas questões emocionais e energéticas que aparecem durante a sessão. Conheça o atendimento ou acompanhe meu trabalho no Instagram.