Se você chegou até aqui, provavelmente perdeu alguém há pouco tempo.
E eu não estou falando de um animal de estimação. Estou falando de alguém que dormia perto de você, que sabia quando você não estava bem antes de qualquer pessoa perceber, e que agora deixou um silêncio na casa que ninguém mais preenche.
Não importa se você diz que ele morreu, que partiu ou que faleceu. As perguntas que mais recebo de tutores nessa situação são sempre as mesmas. Ele sabe que eu sinto falta? Ele sofreu? Ele ficou bravo comigo? Ele está bem agora?
Depois de mais de 800 atendimentos em 10 países, muitos deles com animais que já tinham partido, eu posso te contar o que eles respondem. E é impressionante como quase sempre respondem a mesma coisa.
Em resumo
A comunicação intuitiva com um animal que já partiu acessa a consciência dele, que continua existindo depois da morte do corpo. Nos atendimentos, as mensagens mais frequentes são de tranquilidade, de ausência de culpa e de continuidade do vínculo. O que chega não são frases prontas, e sim palavras, imagens e sensações.
O que é uma mensagem espiritual de um animal depois da morte?
É o conteúdo que a consciência do animal transmite quando alguém se conecta com ele depois que o corpo dele morreu. Essa consciência não se desfaz junto com o corpo. Ela continua existindo, em outro estágio, e continua ligada às pessoas com quem viveu. É isso que a comunicação intuitiva animal acessa.
Se você chegou aqui sem conhecer a prática, o guia completo sobre o que é comunicação intuitiva animal explica a origem dela, como funciona uma sessão e o que os animais costumam trazer.
Muita gente imagina uma voz vindo do além, algo dramático. Não é assim que acontece.
O que chega é mais silencioso e mais direto do que isso. São palavras que se formam na mente, imagens que aparecem, sentimentos que não são meus e sensações no meu próprio corpo enquanto estou conectado com o animal.
E tem uma coisa que eu preciso deixar clara logo no começo, porque ela é o oposto do que costumam prometer nesse assunto. Nem toda pergunta tem resposta. O animal responde o que ele considera relevante para aquele momento, e não o que nós decidimos que queremos ouvir.
O que os animais dizem depois que partem?
Nos meus atendimentos com animais que já partiram, três mensagens se repetem quase sempre: que eles não partiram sozinhos e estão sendo cuidados, que não querem que o tutor carregue culpa, e que o vínculo entre vocês não terminou. Reclamação e cobrança praticamente não aparecem.
Isso não é uma teoria minha. É o que eu vejo se repetir em atendimentos de animais diferentes, de tutores diferentes, em países diferentes, sem que nenhum deles soubesse do outro.
1. "Eu não parti sozinha, e eu não estou desamparada"
Essa foi a primeira coisa que a Amora, uma gata que atendi, trouxe quando me conectei com ela. Ela repetiu a mesma frase duas vezes, com muita força, antes mesmo de eu dizer qualquer coisa.
Eu senti que aquilo era uma resposta direta às dúvidas que a tutora dela vinha carregando.
O Tobias, um cachorro que atendi depois de dez anos de vida com a tutora dele, disse quase a mesma coisa com outras palavras: "eu sou cuidado aqui como eu sempre fui".
2. Eles se mostram em um lugar onde estão sendo cuidados
Essa é a parte que mais me chama atenção, porque se repete com animais que não têm nenhuma relação entre si.
A Amora me mostrou uma rua de paralelepípedo, pequena e aconchegante, com casinhas de tijolo vermelho e floreiras na frente. No fim da rua havia um gramado grande com algumas árvores, e ela estava sentada ali, muito em paz.
O Tobias se mostrou deitado em uma maca, com uma cúpula em volta do corpo dele, em um lugar que parecia um hospital. Depois ele se mostrou andando por esse mesmo lugar, feliz e saudável.
O Chico apareceu do mesmo jeito, deitado em uma maca, com alguns seres ao redor cuidando dele e muita energia sendo limpa e transmutada.
Quando perguntei ao Tobias onde ele estava, ele respondeu: "é onde nós nos cuidamos, a vida não acaba e os cuidados sempre acontecem. É onde nos preparamos para um dia poder voltar".
3. "Eu só levo amor"
Perto do fim da nossa conversa, a Amora começou a mostrar uma energia rosa saindo do coração dela, em demonstração do que queria enviar para os tutores.
O que ela disse foi: "eu quero que vocês possam receber todo o amor que eu recebi, é só isso que se precisa compreender. Foi com o amor que eu recebi que eu pude crescer. Eu só levo amor".
A Frida, uma cachorra que atendi, trouxe a mesma coisa de outro jeito: "o meu coração continua com o seu, e eu nunca estive sem você".
Como essa mensagem chega até o comunicador?
A mensagem chega por quatro canais: palavras que se formam na mente, imagens, sentimentos e sensações físicas no corpo do comunicador. Raramente vem como uma frase completa e pronta. Costuma vir em pedaços que só fazem sentido quando você para de tentar organizar e apenas recebe o que está sendo transmitido.
No atendimento do Chico, por exemplo, antes de qualquer palavra eu senti a cabeça pesada, o ritmo do pensamento mais lento, um desconforto leve no ombro e um pouco de enjoo. Junto com tudo isso, uma tranquilidade e uma paz interna que não eram minhas.
Essas sensações físicas são informação. Elas contam o estado do animal antes que ele diga qualquer coisa.
Se quiser entender melhor como essa troca funciona também com animais vivos, eu explico em detalhe no artigo sobre como animais se comunicam com tutores.
E se eu me sinto culpado pelo que aconteceu?
Essa é a dor mais comum de quem perde um animal, e é o assunto que mais me fez querer falar sobre esse momento nas últimas duas semanas. Chegaram muitos casos pra mim de animais no momento de partida, tutores me procurando porque o animal estava indo embora, ou porque tinham uma decisão de eutanásia pela frente.
Toda vez que alguém me procura nesse momento, eu penso muito em como a pessoa também precisa ser cuidada. A gente fica cheio de dúvidas e acaba sofrendo com a incerteza de como lidar com aquilo. Com a comunicação nesse momento, dá pra entender o que o animal quer, o que ele precisa, o que vai deixar ele mais confortável, como ele está se sentindo com a partida, o que ele tem pra dizer.
E eu percebo que ter essa conversa acalma muito a pessoa. Aproxima e acalma um momento que já é difícil.
A culpa de quem decidiu pela eutanásia
Na eutanásia, especificamente, é onde eu vejo mais essa culpa aparecer. É difícil, porque você está decidindo uma coisa pelo animal, e isso pesa. E eu percebo como poder perguntar o que ele quer é essencial pra pessoa não carregar essa culpa. Poder deixar ele partir em paz.
Essa semana atendi um animal que deixou isso muito claro. Ele disse mais ou menos assim: minha vida foi completa, eu fiz tudo o que eu queria fazer, não está faltando nada aqui. Não tem problema se eu abreviar a minha vida, é só um caminho, meu corpo está ruim e está tudo certo, não tem culpa.
Quando um animal dá esse aval pra pessoa, muda tudo. Ainda vai ter a dificuldade, a dor, porque perder um animal não é fácil. Mas esse aval tira uma carga de culpa gigantesca.
E isso não vale só pra eutanásia. Mesmo com animais que partem naturalmente, entender esse tempo, esse processo, como eles estavam se sentindo, o que eles passaram, é um trabalho que eu acho incrível de poder fazer parte. A Amora e a Frida, que atendi em momentos diferentes, trouxeram isso do jeito delas.
A Amora falou assim: "eu não quero que haja culpas, o que nós sempre tivemos entre nós foi amor, e não há outra coisa que eu possa levar". E completou: "o meu cuidado é que ninguém se culpe por algo que não se pode controlar. Eu não deixaria o meu corpo sem viver tudo o que eu poderia viver, eu só fui feliz".
A Frida foi ainda mais direta com a tutora dela: "não tenha culpa, eu te amei e sei que você me amou, eu tive tudo aqui, tudo o que eu pedi, eu cresci e vivi".
Eu não escolhi essas falas porque são bonitas. Escolhi porque elas apareceram sozinhas, logo no começo das conversas, antes de qualquer pergunta sobre isso.
Repara em uma coisa que as duas dizem do mesmo jeito: elas viveram o que vieram viver.
Assim como nós, os animais também estão crescendo, evoluindo e aprendendo. Quando deixam este corpo, eles estão prontos para novas experiências e novos aprendizados. A partida deles não é uma falha sua, é a continuação do que eles vieram fazer.
E existe uma parte disso que nunca esteve no seu controle. Não está no controle de ninguém.
A maior prova de amor que a gente pode dar é permitir que todos vivam e aprendam o que precisam, sabendo que, no fundo, somos todos o mesmo e que sempre estaremos juntos.
Os animais percebem o que a gente está carregando. E, pelo que eu vejo nos atendimentos, tirar esse peso de você é uma prioridade para eles.
Poder fazer parte disso me deixa completo, porque eu sinto que é importante pra todo mundo, pra pessoa e pro animal. A gente não costuma considerar que dá pra cuidar desse momento assim, entendendo o que ele quer e o que ele sente, pra todo mundo ficar em paz. Pra mim isso é essencial, e eu queria que mais gente soubesse que esse acompanhamento existe e é possível.
Meu animal vai voltar para mim?
Pode ser que sim, e pode ser que essa resposta nem venha. Isso não está no nosso controle. Quando é importante para o momento de vocês dois, a informação aparece. Alguns animais falam sozinhos sobre voltar e sobre estarem de novo com seus tutores. Outros não consideram esse assunto relevante ali.
Quando recebo essa pergunta de um tutor, eu gosto de devolver outra antes: de onde vem essa dúvida? É apenas curiosidade? Como você lidaria com uma resposta negativa?
Pergunto isso porque a resposta muda menos coisa do que parece.
Mesmo que um animal volte para você, ele estará vivendo outra experiência, em outro corpo, depois de ter aprendido coisas novas com você e também no tempo que passou até voltar.
Vai ser preciso olhar para ele de novo. É um novo momento, e nem tudo será exatamente igual. Talvez até por isso a resposta sobre se ele volta ou não seja menos importante do que ela parece ser.
Talvez o esquecimento seja necessário justamente para que a gente consiga olhar para ele outra vez sem achar que já sabe tudo.
O que eu digo com segurança é outra coisa: a nossa conexão com todos que viveram conosco nunca se perde. Em algum momento, o amor sempre se reencontra, no tempo e na hora certos. No fundo, nunca nos separamos.
Quanto tempo depois da partida é possível conversar com ele?
O tempo que eu peço é de sete dias depois da partida. Esse intervalo respeita a transição do animal, que agora está em outro estágio de consciência, diferente de quando ele estava no corpo. Passados esses dias, a conversa acontece normalmente, com dez perguntas suas.
Não é uma regra burocrática. É respeito pelo processo dele.
Quando a comunicação acontece depois desses primeiros dias, o animal costuma já estar em um lugar de cuidado, como a Amora, o Tobias e o Chico mostraram. É de lá que eles conversam.
E não existe prazo máximo. Já atendi animais que partiram há anos, e a conexão estava exatamente igual.
Quando vale procurar um comunicador animal?
Vale quando a dúvida não passa. Quando você precisa saber se ele sofreu, se ele entendeu a sua decisão, se ele está bem agora. Também vale quando ficou algo por dizer, porque a despedida não aconteceu do jeito que você queria, ou simplesmente não aconteceu.
Muitos tutores me procuram por saudade pura, sem uma pergunta específica. Isso é motivo suficiente.
Na prática, o que eu preciso é do nome, da idade e de uma foto do seu animal. A foto pode ser de qualquer época, desde que dê para ver os olhos dele. Você me envia dez perguntas, eu faço a conexão em estado meditativo e te devolvo tudo em áudio pelo WhatsApp.
O que eu não faço é prometer uma resposta pronta para cada pergunta da sua lista. A conversa é conduzida pelo que o seu animal considera relevante naquele momento, e essa honestidade faz parte do trabalho.
Uma coisa que eu vejo com frequência: o tutor entra na sessão querendo saber se o animal o perdoa, e sai entendendo que nunca houve nada para perdoar.
Comunicação Intuitiva Animal
Seu animal tem algo a te dizer. Vamos descobrir juntos?
Mais de 800 atendimentos em 10 países. Sessões à distância para tutores e seus animais, entregues em áudio pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Quanto tempo depois da morte do animal é possível fazer a comunicação?
Eu recomendo esperar sete dias após a partida. Esse tempo respeita a transição do animal, que passa a estar em outro estágio de consciência, diferente de quando estava no corpo. Depois desse período, a comunicação acontece normalmente, e a sessão é conduzida com dez perguntas do tutor.
O que os animais costumam dizer depois que partem?
Nos meus atendimentos, três mensagens se repetem quase sempre: que eles não partiram sozinhos e estão sendo cuidados, que não querem que o tutor carregue culpa, e que o vínculo entre vocês não terminou. Reclamação e cobrança praticamente não aparecem.
Meu animal sabe que eu me sinto culpado pela morte dele?
Sim, eles percebem. E é justamente por isso que a fala sobre culpa aparece tantas vezes de forma espontânea, antes mesmo de o tutor perguntar. Eles costumam dizer que o que existiu entre vocês foi amor e que ninguém deveria se culpar por algo que não estava sob controle.
É possível saber se meu animal vai voltar para mim?
Essa pergunta pode ser respondida ou não, e isso não está no nosso controle. Se for importante para o momento de evolução de vocês, a informação é dada. Alguns animais falam espontaneamente sobre voltar, outros simplesmente não consideram esse assunto relevante naquele momento.
A comunicação com um animal que já morreu funciona à distância?
Sim. A sessão é feita à distância, em estado meditativo, a partir do nome, da idade e de uma foto do animal. A foto pode ser de qualquer época, desde que dê para ver os olhos dele. A consciência não depende de proximidade física nem do corpo, então a distância geográfica não interfere no acesso, e você recebe tudo em áudio pelo WhatsApp.
A comunicação serve para eu me despedir do meu animal?
Serve, e para muitos tutores esse é o motivo principal. A sessão permite dizer o que ficou preso, agradecer e entregar o que não foi dito. Na maior parte das vezes o animal responde que já sabia, e que nunca deixou de estar ligado a você.
A comunicação ajuda na decisão de eutanásia?
Ajuda muito, e é onde eu mais vejo a culpa aparecer. É difícil decidir uma coisa pelo animal, e isso pesa. Poder perguntar o que ele quer é essencial para a pessoa não carregar essa culpa depois. Quando o animal dá esse aval, a dor continua, mas sai uma carga gigantesca de cima do tutor.
Dá para conversar com o animal antes de ele partir?
Sim, e esse acompanhamento é um dos trabalhos mais importantes que eu faço. Antes da partida dá para entender o que o animal quer, o que ele precisa, o que vai deixar ele mais confortável e como ele está se sentindo com tudo isso. Essa conversa costuma acalmar bastante o tutor e aproximar os dois num momento difícil.
Meu animal de estimação faleceu, o que eu faço agora?
Primeiro, dê a você mesmo o tempo do luto, sem pressa para se sentir melhor. Se quiser buscar a comunicação intuitiva, espere sete dias após a partida e procure um comunicador de confiança. Na sessão você pode perguntar como ele está, se sofreu, e dizer tudo o que não teve chance de dizer antes.
Luan Lovato
Comunicador Intuitivo Animal e Terapeuta Holístico
Sou comunicador intuitivo animal e terapeuta holístico. Já realizei mais de 800 atendimentos em 10 países (Brasil, Argentina, Portugal, Espanha, Estados Unidos, França, China, Inglaterra, Itália e Austrália), com cães, gatos e outras espécies.
Meu trabalho combina comunicação intuitiva com cura energética: além de acessar o que o animal pensa e sente, atuo nas questões emocionais e energéticas que aparecem durante a sessão. Conheça o atendimento ou acompanhe meu trabalho no Instagram.